Cartas de mobilização

15 de Outubro: Dia do formador de pessoas – o Professor

O dia dos professores conclama toda a sociedade brasileira e todos os políticos a repensar além do papel dos professores, e sim o valor que o Governo Federal tem dado à educação e ao profissional mais importante na formação das competências técnicas e humanas do cidadão e por consequência da sociedade brasileira.

É urgente rever os critérios de distribuição dos recursos financeiros para estados e municípios, por um novo pacto federativo, que tenha como objetivo devolver ao cidadão em forma de serviço público de qualidade aquilo que é pago pelo próprio cidadão em forma de impostos, taxas e contribuições.

Não adianta o Governo Federal jogar para a plateia com piso nacional do magistério, que é ainda ridículo, comparado com salários diversos como o dos médicos e engenheiros dentre outros. A falta de investimento na educação pela União tem aumentado a taxa de analfabetismo no país. O professor brasileiro é um dos mais mal remunerados em nível mundial não havendo estímulo para a sua especialização. Não resta dúvida que há muito a melhorar numa área tão fundamental para o desenvolvimento de qualquer nação.

A alta concentração dos recursos financeiros em mais de 65% nos cofres da União, o excesso da carga tributária, alcançando a cifra de quase 40% do PIB, a má distribuição dos impostos, quase que confiscados do cidadão que mora no município pelo governo federal, são a matriz da imoralidade que é o salário dos professores brasileiros. A má distribuição de receitas entre união, estados e municípios tem impossibilitado que o piso nacional do magistério chegue ao contracheque da maioria dos professores brasileiros.

A União retém em seus cofres a maior parte dos recursos arrecadados com impostos.  Os estados e municípios sofrem com a queda de receita a cada mês e não têm arrecadação suficiente para bancar o reajuste deste ano, com previsão de 19%. Enquanto o Governo Federal tem suas receitas aumentadas e reservadas para bancar pagamento de juros da dívida externa.

É lamentável que a lei do piso salarial, que ainda é risível em seu quantitativo, ainda não esteja sendo cumprida, não porque os governadores e prefeitos não o queiram, mas por causa de um governo federal centralizador e injusto com o seu cidadão. Sem melhorar o salário do professor não é possível pensar em melhorar a educação. Não é falta de recursos financeiros, pois quando se quer tem o suficiente para investir, como provou o custo dos estádios para a Copa de 2014.
O que falta? Falta prioridade e respeito com a cidadania.

A.I/P.A 15.10.2013

autor: assessoria de imprensa