Cartas de mobilização

O aumento do risco Brasil, a alta do dólar e a culpa do governo do PT

A ineficiência administrativa do governo da presidente Dilma, a gastança descompensada com a máquina governamental, a péssima prestação de serviços públicos e a então chamada “marolinha”, que chegaria ao Brasil, estão produzindo um péssimo efeito na economia do país e na vida dos brasileiros: desconfiança no futuro. O significado se traduz em menos investimentos internacionais, aumento do pessimismo dos brasileiros e também em relação ao país no exterior e, por fim, causa a disparada do dólar.

A subida do dólar é uma das consequências do não cumprimento do dever de casa do governo federal, que deixou de fazer as reformas estruturais como a tributária e a política, e de exercer o controle das metas de inflação e equilíbrio fiscal. O que já se prenuncia como causa do desassossego para os brasileiros e para a nossa já conturbada economia.

Os efeitos imediatos da escalada do dólar serão sentidos no bolso, na mesa e na vida dos brasileiros, mas principalmente pelos empresários que têm seus produtos com custos baseados nessa moeda. Basta lembrar que em apenas uma semana a valorização do dólar foi de 5,28%, sendo que no ano chega a 16,2%. Certamente que um aumento desta grandeza afetará, drasticamente, os preços dos produtos e, por consequência, aumentará a inflação.

Além de tudo isso, acrescente-se o fato de que o real é a segunda moeda que mais perdeu valor no mundo neste ano. Somente a moeda rand, sul-africana, caiu mais do que o real. Isto é sintomático e sugere que as condições brasileiras podem estar piores que as de outras economias.

As razões da queda do real devem-se também a fatores externos ocorridos na economia dos EUA, que dá sinais de recuperação após grande baque e de mudanças na sua linha econômica através do FED – o banco central de lá, o que naturalmente atrai investimentos de médio e longo prazos que estavam em outros mercados, como o nosso – e do mundo, mas também ao aumento do consumo, e a ausência de produção suficiente, forçando a cadeia produtiva a importar. E como consequência tem uma balança comercial desequilibrada, que poderá fechar no vermelho após muitos anos no positivo. A isso acrescenta-se um déficit externo muito alto, que se aproxima perigosamente de US$ 77 bilhões neste ano (4% do PIB) e tem tudo para se repetir em 2014, conforme o Boletim Focus, do Banco Central.

Diante desses fatos, tem se a falta de confiança na economia brasileira, crescente no meio empresarial, nos consumidores e entre os investidores internacionais. Isto tem ficado evidente no aumento do risco Brasil. Basta ver o indicador que mede o quanto os investidores pagam por um seguro contra calote de papéis públicos do país, que no Brasil ficou 70 pontos acima da média da Colômbia, Peru, Chile e México.  Este índice do Brasil reflete a sua situação complicada.

Desde o fim de 2012 a pontuação do índice de risco Brasil começou a superar a da América Latina em maior escala. Segundo o economista Rodolfo Oliveira, da Tendências Consultoria, essa situação se deve a “um conjunto de fatores que levou a esse aumento de desconfiança do investidor internacional com o Brasil” e acrescenta, ainda, que a causa está no governo federal  que “é um governo menos comprometido com inflação e metas fiscais, e com menor crescimento”.

E agora Sra. Presidente, o que nos diz? De quem é a culpa por tudo que está acontecendo no Brasil? Pois é próprio da gestão do PT – o que dá certo é mérito deles, o que dá errado é da oposição. Até quando?

21.08.2013

autor: assessoria de imprensa