Cartas de mobilização

O exemplo que vem de Minas

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Quem observa atentamente a política brasileira pode distinguir dois tipos muito específicos de governantes: aqueles que exercem o seu mandato de forma respeitosa aos legítimos clamores populares, e aqueles que – isolados pelos altos muros de seus palácios – mandam e desmandam como se não precisassem prestar contas à população.

Essa desigualdade de comportamento, embora permanente, faz-se mais vistosa em momentos como este que o Brasil vive, de intensas manifestações populares. É nessa hora que um político demonstra se está ou não compromissado, de fato, com aqueles que lhe deram o voto – e, consequentemente, o cargo eletivo.

Dentro desse contexto, ficaram ainda mais nítidas as diferenças entre os modos petista e tucano de governar – simbolizados aqui pela presidente da República, Dilma Rousseff, e pelo governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia.

Provocados pelas mobilizações de rua na condição de chefes do Executivo, ambos ofertaram respostas à população… Mas, a efetividade delas é o que separa um de outro.

Entre as muitas bandeiras empunhadas pelas pessoas que saíram de casa para protestar – mais recursos para a educação, melhor gestão da saúde, fim da corrupção – sobressaiu-se a preocupação com os gastos públicos, considerados excessivos.

O que fez Dilma diante da situação? Propôs a realização de um plebiscito inviável, e a convocação de uma constituinte exclusiva, a qual que não se justifica neste período de normalidade institucional por que passa o país.

De forma marqueteira, a presidente da República brincou com as demandas da sociedade, oferecendo um remédio que, de antemão, já se sabia placebo. E tudo continuou como estava no Planalto Central.

Já Antonio Anastasia, imbuído do espírito público superior que sempre o caracterizou, largou na frente dos demais governantes ao sugerir uma solução plausível, que “corta na carne”: a reforma administrativa.

Pela proposta do governador, anunciada na última quarta-feira (dia 31 de julho), o número de secretarias de Estado passará das atuais 23 para 17. Pelo menos 52 cargos de primeiro escalão também serão extintos. Até 2014, a economia chegará a mais de R$ 1 bilhão.

Quem dera a presidente Dilma Rousseff seguisse o exemplo de Minas… Quem dera a presidente Dilma, em nome da racionalização dos recursos, abdicasse de parte da gorda estrutura estatal de que dispõe para manter os aliados ao pé de si…

Agindo assim, ela comprovaria que governa, sim, em nome de todos os brasileiros – e não apenas para manter o privilégio de centenas de “companheiros” que não sabem fazer outra coisa que não seja esbanjar dinheiro público.

02.08.2013

autor: assessoria de imprensa