Cartas de mobilização

S&P acende luz amarela para o Brasil

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s publicou, na última quinta-feira, a informação de que a nota de classificação do Brasil passou para perspectiva “negativa”, isto é, a perspectiva do rating soberano do Brasil em moeda estrangeira de “estável” para “negativa”, em virtude do fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista adotada pelo governo federal.

É mais um sinal amarelo que se acende para o Brasil, como consequência de um governo que administra sem planejamento, gasta mal e mais do que recebe, sobrecarrega a sociedade com impostos, inviabiliza a indústria, desmotiva o agronegócio com a negligência com que trata as invasões de terra e deixa de fazer as reformas estruturais que o país necessita. Tudo isso gera uma insegurança enorme para os investidores.

A Agência de risco Standard & Poor’s manda o recado explicito sobre o risco que corre o Brasil. Diz a nota da Agência: “Podemos rebaixar o rating nos próximos dois anos se o contínuo lento crescimento econômico, os fracos fundamentos fiscais e externos, e alguma perda da credibilidade da política fiscal por sinais ambíguos na política, diminuírem a capacidade do Brasil de gerenciar um choque externo”.

Por fim, esta situação deve levar o governo Dilma a rever a falta de seriedade e eficiência na administração pública. Pois, se a capacidade de pagamento de compromissos financeiros não gerar confiabilidade aos investidores, faltarão recursos financeiros para os investimentos em infraestrutura, como rodovias, aeroportos e portos. Isso colocará em evidência a vulnerabilidade da economia nacional às condições econômicas internacionais adversas. Neste sentido, não há decisão interna que garantirá a melhoria econômica brasileira, se não estiver integrada à economia mundial e aos princípios e regras da economia globalizada.

Outro alerta destacado pela agência S&P é quanto ao atraso na implementação de medidas estruturais que sejam capazes de atrair e impulsionar investimentos privados na área de infraestrutura, que se não for fortemente reestruturada poderá impedir o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tanto em 2013, com também em 2014. Tudo isso gerará, certamente um aumento do risco de maior enfraquecimento fiscal e de aumento no custo da dívida pública, que já chega a dois trilhões de reais.

autor: assessoria de imprensa